Lagos serão esvaziados e carpas acomodadas em tanques artificiais

Tanques artificiais serão montados no Parque do Japão, em Maringá, para acomodar cerca de 500 carpas. Outras 50 (matrizes) serão deslocadas para unidade de pesquisa da UEM no distrito do Floriano. A retirada das carpas dos lagos do parque é necessária para conter a mortandade, provocada por fatores externos, ainda não devidamente identificados. A suspeita é contaminação da água por alguma substância química, como soda cáustica.

Laudos iniciais não chegaram a nenhuma conclusão específica, mas análises continuam a refinar as causas da morte de cerca de 500 animais, o que inclui estudos de água e do solo. A morte de carpas começou a ser observada a partir do início de junho, logo após o último final de semana de maio, marcado por chuvas intensas. Suspeita-se que enxurradas tenham levado alguma substância contaminante para os lagos, via nascentes.

A Secretaria de Serviços Públicos acionou especialistas da UEM e da Unicesumar para entender o fenômeno e buscar solução. Análises das carcaças não foram conclusivas em relação a causa da morte, mas indícios de queimaduras nos animais deram margem à suspeita de contaminação por substância química. A continuidade das mortes determinou a retirada das carpas do lago 1 e a transferência para outros lagos, considerando suspeitas de contaminação da água. A remoção para para outro lago não interrompeu a mortandade.

Fiscalização realizada por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente no entorno do parque não foi conclusiva em relação a origem de eventuais fontes poluidoras. A investigação continua. Cresce entre especialistas da UEM e da Unicesumar a tese de contaminação por soda cáustica, oriunda de alguma fonte externa ao parque. A suspeita se baseia em indícios observados em carcaças, como queimaduras superficiais. A origem do problema ainda não foi identificada, mas o rastreamento da rede coletora de águas pluviais e de esgoto pode confirmar ou descartar a tese.

Finalizada a transferência das carpas, os lagos serão drenados e submetidos a rigorosa limpeza do leito, com provável instalação de sistema impermeável e ambiente ecológico, com plantas. A água das nascentes que abastecem os lagos também será previamente filtrada para evitar eventuais contaminações. O Parque do Japão fecha nesta terça, 25, mas permanecerá aberto durante a execução das obras nos lagos, sendo interditado o acesso apenas aos locais sob intervenção, ainda sem prazo de início e conclusão.